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Falta o que então?

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Curiosamente, convivo com a afirmação de que o ramo da alimentação é excelente e muito promissor. Afinal, ‘ninguém pode deixar de comer’. Proferida esta sentença ao ouvi-la sinto certo vazio na argumentação. Pois, equipamentos são, inquestionavelmente, eficientes e eficazes. Alimentos cultivados e produzidos com todo o alicerce tecnológico e respaldo da ciência para resultados extremamente positivos e benéficos aos consumidores existem. Embalagens diversas e capazes de transportarmos preparações culinárias semi prontas ou já finalizadas, adequadas para o consumo sem prévia preparação são cada vez mais modernas e menos poluentes. Entretanto, a facilidade de acesso a tais recursos, adjunto as possibilidades de criação de propostas para fabricação, comércio e prestação de serviços gastronômicos culinários não são fatores assertivos na formatação do empreendimento do ramo de alimentos e bebidas (A&B).

Todo este respaldo descrito não basta para quem possui financiamento suficiente ou para quem quer se arriscar na área da culinária e gastronomia! Falta o que então? Pergunto eu!

Falta o desenvolver do fator humano nas etapas dos processos e procedimentos para o cumprimento das atividades. Sim, só isto. Ou melhor, tudo isto. A dificuldade cada vez é mais existente para obter-se mão de obra qualificada com características de perfil do profissional condizente às funções que o ramo gastronômico exige. O que se constata, surpreendentemente, é que não há o primordial nas virtudes da pessoa. Abro parênteses. Primordial:

  • Conceitos de respeito e educação pelos colegas de trabalho e clientes;
  • Posturas condizentes as mais diversas situações de desafios atribuídas às funções;
  • Entendimento da importância da hierarquia empresarial para o alcance de resultados positivos e cumprimento de metas;
  • Envolvimento com compromisso e seriedade com o trabalho à se desenvolver;
  • Paciência e consciência do trabalho árduo necessário para a evolução e plano de carreira;
  • Reconhecimento dos erros como fonte de melhoria futura das ações;
  • Preocupação excessiva com o trabalho alheio e zelo de menos com o próprio;
  • Respeito pelos mais idosos e experientes na área;
  • Brio demasiadamente massageado pela prepotência e arrogância;
  • Conformismo com um trabalho desenvolvido de forma mediana;
  • Cumplicidade com erros e omissões à atitudes e posturas éticas profissionais na relação cliente x empresa;
  • Tolerância no recebimento de críticas construtivas;
  • Disciplina no ambiente de trabalho;
  • Maturidade para diferenciar aspectos profissionais dos pessoais;
  • Sinergia positiva;
  • Amor pela profissão.

Não se faz mais possível atuar no mercado da gastronomia sem relevar generosamente tais aspectos. Na verdade, possível é. Contudo, os clientes estão saturados. Os empreendedores, também. Os colaboradores comprometidos? Também.

Verdadeiramente real é a preocupação da evolução da prestação de serviços na área da alimentação. Evolução humana. Criar-se um âmbito de trabalho quase que educacional para suprir a falta de tais conceitos que a família e o estado nos desproveram, devido a ênfases de superficialidades e esquecimento de ensinamentos básicos e estimáveis se faz necessário.

O privilégio da educação do convívio humano respeitoso e harmônico jamais teria de ser uma prerrogativa e sim um fator de senso comum.


Davi Furigo de Melo

DAVI FURIGO DE MELO

Chef e professor. Graduado em Gastronomia no Senac Águas de São Pedro. Proprietário da Paladares, em Campinas/SP.

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