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Konjac: conheça o tubérculo zero carboidratos

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Por: Adriana Stavro

Tenho que admitir que adoro quando alguma coisa se torna popular, mesmo que já exista há milhares de anos. A planta konjac, é um bom exemplo disso. Um vegetal usado no Japão, China e sudeste da Ásia há séculos. Talvez desconhecido para muitos, mas ultimamente está nas manchetes por suas muitas alegações nutricionais, mas principalmente por ajudar na perda de peso.

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O que é konjac?

Konjac é uma raiz vegetal que se assemelha a uma batata. Ele contém uma fibra solúvel chamada glucomanano (GM). O GM é uma fibra alimentar solúvel, fermentável e altamente viscosa. Esta fibra é conhecida por absorver água para formar um material semelhante a um gel e com isso retardar a digestão, diminuído a fome.

O GM é tradicionalmente usado na medicina chinesa e tem sido associado à prevenção da constipação, perda de peso, diminuição dos níveis de colesterol e controle da glicemia pós-prandial. Ela está disponível na forma suplemento (em cápsula), gelatina vegana, espessante ou emulsificante ou pode ser seco e usado como farinha para produção de macarrão.

O macarrão é feito de glucomanano (GM), a fibra que vem da raiz da planta e água. Eles também são muito baixos em calorias e não contêm carboidratos digeríveis.

Além disso, a fibra GM funciona como um prebiótico. Ela nutre as bactérias que vivem no cólon, também conhecida como microbiota. No cólon, as bactérias fermentam as fibras formando ácidos graxos de cadeia curta (AGCC). Estes AGCC são importantes, pois são o combustível respiratório dos colonócitos, que podem ser benéficos para prevenir e tratar inúmeras patologias dentre elas doenças inflamatórias intestinais, efeitos antitumorais, anti-hiperglicemiante, suporte para função imunológica e perda de peso.

A perda de peso é atribuída a fibra glucomanano (GM), que retarda o esvaziamento gástrico, promovendo sensação de saciedade por mais tempo. O GM tem uma capacidade excepcional de absorver água e é uma das fibras dietéticas conhecidas mais viscosas. Ele absorve tanto líquido que uma pequena quantidade de GM adicionada a um copo de água transforma todo o conteúdo em um gel. Acredita-se que essas propriedades únicas medeiam seus efeitos na perda de peso.

Além disso as fibras prebióticas (FP) são carboidratos não digeríveis que promovem o crescimento de bactérias benéficas no intestino (lactobacilos e bifidobactérias), que podem beneficiar a obesidade e comorbidades associadas, melhorando a disbiose intestinal, pois o intestino é um órgão enteroendócrino ativo que secreta vários hormônios em resposta ao estímulo alimentar ou à falta de alimento. Os alimentos ingeridos podem alterar a expressão desses hormônios que, por sua vez, atuam no cérebro para sinalizar fome ou saciedade. Isso é importante devido à necessidade de aprimorar nossa compreensão de como as nossas escolhas alimentares podem modificar positivamente a microbiota intestinal e melhorar os resultados da perda de peso.

No estudo de 2013 que avaliou a Ingestão de Fibras Prebióticas (FP), Microbiota Intestinal, Melhora dos Fatores de Risco para Obesidade e Síndrome Metabólica, os resultados mostraram que quando as bactérias metabolizam FP, elas produzem ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), o que diminui o pH luminal. Isso altera a composição da microbiota intestinal, pois nem todas as espécies podem prosperar neste ambiente. Além disso, a microbiota influencia a produção de hormônios da fome e da saciedade. É o caso da grelina, um hormônio orexígeno que estimula o apetite. Aqui, foi encontrado níveis plasmáticos reduzidos com suplementação de FP.

Em outro estudo feito em 2005 com 176 homens e mulheres, que foram incluídos e divididos em grupo para receber substância de fibra ativa ou placebo em estudo randomizado controlado, os suplementos de fibras consistiam nas fibras viscosas glucomanano, glucomanano e goma guar e glucomanano, goma guar e alginato. Os autores mostraram que o glucomanano induziu redução do peso corporal em indivíduos saudáveis com excesso de peso, enquanto a adição de goma guar e alginato não pareceu causar perda adicional de peso.

Em outro estudo de revisão, publicado na RevNutem 2001 sobre Fibra dietética e regulação do peso, os estudos revisados indicaram que um aumento na ingestão de fibras solúveis ou insolúveis aumentam a saciedade pós-refeição e diminui a fome subsequente.

 

Adriana Stavro é Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta. Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT). Mestranda do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo. Acompanhe seu Instagram!

 

Foto Destaque: Banco de imagens/iStock

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