Slow Food: conheça esse movimento que prega pelo prazer da alimentação

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Todos nós podemos citar ao menos três grandes marcas de fast-food que lideram este mercado. Já de slow food, poucos já ouviram falar.

Criado como oposição ao conceito de fast-food, o slow food vai além. Esse conceito vai na contramão dos alimentos padronizados, de baixo valor nutricional e associados ao desenvolvimento de doenças do fast-food e compreende o ato de comer como um momento de atenção, calma e conexão com o planeta.

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Como surgiu o slow food

Essa relação totalmente diferente com o alimento tem se propagado na cultura ocidental desde a década de 80.

Seu surgimento foi na Itália e está relacionado à entrada das cadeias globais de fast-food no país. Já populares nos Estados Unidos desde os anos 50, elas causaram resistência entre os italianos, que têm uma série de tradições, heranças e cultura alimentar e rituais para desfrutar das refeições da forma ideal.

Desde sua origem, o movimento reflete a insatisfação com a lógica produtivista e a alta velocidade do mundo contemporâneo.

Décadas depois, com a intensificação desse processo, o slow food está se propagando mais rápido que nunca e já conta com vozes potentes no Brasil, como a chef de cozinha natural e ativista Bela Gil.


O que é o slow food

Não se trata de ter uma alimentação saudável. Essa filosofia consiste em tomar consciência sobre tudo o que o ato de se alimentar envolve.

O movimento começa desde antes do momento da refeição, pois se preocupa também com a procedência, a qualidade e o preparo do alimento, valorizando a agricultura, os pequenos produtores e o tempo dedicado à cozinha.

Na hora de comer, é preciso estar conectado com o momento presente para refletir sobre as escolhas alimentares. Também deve-se prestar atenção aos odores, às cores, aos sabores e aos sentidos que o prato desperta, resgatando o prazer de se comer bem.

Em resumo, é uma forma multidisciplinar de encarar a alimentação, sem deixar problematizá-la, buscando soluções para questões produtivas, ambientais, econômicas e sociais.


Como aderir ao slow food

O slow food é um movimento bastante democrático. Qualquer indivíduo pode aderir aos seus princípios quando, como e onde quiser, basta estar consciente sobre a sua alimentação.

Uma das alternativas mais viáveis é adotar o slow food no dia a dia.

Cozinhar em casa ao invés de comprar refeições prontas, selecionando ingredientes naturais, orgânicos, da estação e locais, provenientes de pequenos negócios e feiras livres é um grande passo rumo ao movimento.

Pode parecer uma missão impossível e que fará pouca diferença, mas é justamente o oposto.

Por exemplo, em vez de comprar uma polpa de açaí congelada no mercado, um morador do Sudeste do País pode experimentar o juçaí, uma fruta bastante similar, mas que é cultivada por quilombolas na região do Vale do Ribeira. Com ela, é possível fazer a própria polpa, que fornece mais nutrientes e energia do que a versão industrializada de seu “primo”. Existem alguns supermercados online que já têm sessões especiais com alimentos mais orgânicos e saudáveis.

Outro importante passo é incorporar o hábito de realizar as refeições com calma, sem distrações, desfrutando da companhia de amigos e familiares em torno da mesa. Nestes momentos, o trabalho, o celular e a televisão devem ficar bem longe.

Para envolver-se ainda mais com o movimento, é possível dedicar-se a temáticas críticas.

É o caso do uso indiscriminado de agrotóxicos, o alto custo dos alimentos, os impactos ambientais da produção e logística dos alimentos, a insegurança nutricional, os malefícios dos ultraprocessados à saúde humana, a diminuição da população de abelhas e diversos outros temas que precisam ser repensados em toda a cadeia alimentar e acesso ao alimentos.

 

Foto Destaque: Banco de imagens/iStock

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