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Sorvete: a estrela do verão

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Por: chef Bianca Folla

Não tem pra ninguém! O sorvete reina absoluto quando o assunto é verão. Afinal, nada mais prazeroso do que uma bela taça ou casquinha de sorvete adoçando os dias quentes, não é mesmo?

Só para se ter uma ideia da paixão, no Brasil, o consumo anual é de mais de 1 bilhão de litros de sorvete, que são produzidos por cerca de 8 mil empresas por todo o País, segundo dados de 2017 da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS).

E se você também é fã dessa delícia, vem comigo e aprenda mais sobre a história do sorvete. Boa leitura!

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A origem do sorvete

As mais antigas referências sobre as origens do sorvete incluem uma história de que o imperador romano Nero (37-68), teria mandado trazer neve e gelo das montanhas para misturá-lo com frutas, e que o imperador chinês King Tang (618-697), teria um método de combinar leite com água do rio congelada.

Porém, embora usassem uma técnica primitiva, já que o gelo não se integrava à mistura, foram os árabes que ensinaram, primeiro aos sicilianos, o hábito de misturar líquidos doces à neve do vulcão Etna.

Antes disso, outros colonizadores da região, tinham o hábito de recolher a neve das encostas, guardá-la em poços profundos e depois associá-la a frutas e outros ingredientes.

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E para poderem consumir a iguaria durante todo o ano, durante o inverno a neve era armazenada em cavernas e guardada a sete chaves. No verão, o “tesouro” era usado para preparar bebidas refrescantes e sorvetes à base de flocos de neve, embebidos com essências de frutas adoçadas com mel ou vinhos.

Doze séculos depois, o arquiteto florentino Bernardo Buontalenti, recuperou e aprimorou uma antiga técnica indiana de resfriar a água. Posteriormente, a técnica foi levada para a França por Catarina de Médici, quando se casou, em 1533, com o futuro rei Henrique II. Mas na época o sorvete ainda era preparado apenas com água.

O uso de leites e ovos na produção dos sorvetes só teve início um século depois, pelas mãos do confeiteiro do rei Carlos I, da Inglaterra. E após algum tempo, a técnica caiu nas mãos do italiano Francesco Procopio, que abriu em Paris o tradicional Café Procope, onde a novidade gelada era servida aos membros da elite europeia.

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E o sorvete ganha o mundo

Trazido para as colônias Novo Mundo pelos colonizadores ingleses, foi com os norte-americanos que o sorvete passou pelo processo de industrialização e massificação.

Em 1851, um famoso comerciante de leite de Baltimore teve a ideia de converter o leite encalhado em ice cream e produzi-lo em escala, criando assim, a primeira fábrica de sorvetes do mundo.

Outras contribuições valiosas dos EUA na história do sorvete foram a invenção, entre 1870 e 1900, da geladeira e a criação da casquinha de sorvete durante a Feira Mundial de St. Louis, em 1904, quando um sorveteiro, sem pratos, serviu bolas de sorvete nos waffles emprestados de um estande vizinho.


O sorvete no Brasil

Aqui, o sorvete chegou no Rio de Janeiro na primavera de 1834, quando o navio americano Madagascar trouxe mais de 150 toneladas de gelo em blocos. Com todo esse gelo, dois comerciantes locais fizeram os primeiros sorvetes no País.

O curioso é que, na época, não havia como conservar o gelo e por isso, o sorvete tinha que ser consumido logo após o seu preparo. Assim, as sorveterias anunciavam a hora certa de tomá-los e se formavam filas enormes na porta da Da Águia, a primeira confeitaria a oferecer o produto na cidade.

Depois do Rio, a novidade chegou na capital paulista três décadas depois e logo também se espalhou por todo o País.


Estilos e receitas

De forma geral, existem três tipos de sorvete:

Sorbet: elaborado com polpas de frutas frescas ou sucos naturais, é um produto mais leve e refrescante. Servido entre os pratos que compõem uma refeição para limpar e preparar o paladar, ele também é indicado na preparação de bebidas e coquetéis.

Sorvetes cremosos: seguem a linha da sorveteria americana e italiana, são feitos a partir de creme de leite e, portanto, são mais gordurosos.

Granita: de origem siciliana, não é tão consumida no Brasil e é uma espécie de raspadinha sofisticada.

 

E aí, gostou de saber mais sobre o sorvete? Conta pra gente então qual o seu preferido e qual a sua sorveteria do coração.

 

Chef Bianca Folla é formada em Direito pela PUC/SP e Gastronomia no SENAC/SP. Atua na área desde 2005 e seu currículo é recheado de muitos cursos e concursos no Brasil e exterior. Foi vencedora do Concurso Petybom “Seu Talento Faz Sucesso”, recebendo o prêmio das mãos de Claudete Troiano no Programa Note e Anote da Record TV, e teve seu primeiro contato com a alta gastronomia no Restaurante La Vecchia Cucina do chef Sergio Arno. ‎Participou de aula na conceituada escola de gastronomia Madame Aubergine, se tornou Chef Consultora da Thermomix, tendo a oportunidade de conhecer o chef Alex Atala e teve aula na Escola Recipease do chef Jamie Oliver, em Londres. ‎‎Participou e venceu o reality show A Batalha do Food Truck no GNT e foi convidada para falar sobre essa experiência no Cozinhando com Palavras na Bienal do Livro.

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Foto Destaque: Ralph/Pixabay

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