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Ainda pouco comum, cresce interesse por plantas comestíveis no Brasil

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Ainda que não seja um hábito entre os brasileiros, o consumo de algumas espécies de plantas comestíveis vem conquistando novos adeptos. Elas são chamadas de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e algumas, inclusive, já fazem parte dos ingredientes de pratos elaborados por chefs brasileiros estrelados.

“Temos uma biodiversidade riquíssima e há uma ótima oferta de plantas de grande valor nutricional que podem ser ingeridas. Basta apenas ter o cuidado de saber identificá-las e prepara-las adequadamente para o consumo”, diz a Bióloga Iracema Schoenlein Crusius, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Publicado em 2014, o livro “Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil” (editora Instituto Plantarum), do Biólogo Valdely Ferreira Kinnup, cita 351 espécies presentes no país que podem ser utilizadas em diversas receitas culinárias, cruas ou refogadas. Beldroega, ora-pro-nóbis, capuchinha, murici, moringa, caruru e serralha estão na lista de exemplos de PANCs. Porém, dependendo da região, algumas até podem ser comumente utilizadas na culinária local, não sendo mais consideradas como não convencionais.

“Sob o ponto de vista da sistemática botânica, essas plantas formam um grupo bastante diverso, composto por espécies de variadas categorias taxonômicas”, ressalva a Bióloga do CRBio-01, reforçando também que essa classificação não se trata de nenhuma divisão dentro da própria Biologia.

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