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Sommelier tira dúvidas comuns sobre vinhos

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Com mais de 43 anos de experiência no mundo dos vinhos, o sommelier Airton Aragão foge do estereótipo de “enochato” e garante: a humanidade nunca bebeu tanto vinho bom quanto se bebe hoje. Em um bate-papo descontraído com a editora da Ela Revista, Ana Cristina Reis, no Shopping Leblon, o expert tirou dúvidas e compartilhou ensinamentos sobre a bebida.

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Confira os melhores momentos

Vinhos de Portugal: A entrada de Portugal na União Europeia mudou muito o vinho português. Os franceses entraram no país e trouxeram capital e técnicas modernas. Agora, há ótimos vinhos não só na região do Douro, como no país inteiro. Atualmente, Portugal é o terceiro maior fornecedor de vinho do Brasil, atrás apenas do Chile e da Argentina.

Vinho à la piscine: Os europeus, em geral, não tem tanta pompa com a champanhe como o brasileiro. Uma coisa comum na França, no verão, é por gelo na champanhe, o que eles chamam de à la piscine. Pode-se beber assim, é uma forma mais leve e, assim, a pessoa pode beber ao longo do dia sem ficar embriagada.

Vinho de comer: Um grande amigo meu dizia que existe o vinho de beber e o vinho de comer. É verdade. Conheço pessoas que têm adegas maravilhosas, com vinhos caros, mas na hora do almoço tomam numa boa vinhos na faixa de 40, 50 reais, que são bons e podem ir muito bem.

Harmonização do bacalhau: Existe sempre o gosto da pessoa, mas tecnicamente, o bacalhau não vai bem com alguns vinhos. Se for escolher vinho tinto, o ideal é que ele seja leve, senão a comida vai amargar. Uvas que costumam ir bem: Pinot Noir, Syrah, Chardonnay e vinhos brancos do Douro.

Vinhos brasileiros: Temos que acabar com o preconceito. Existem vinhos bons no Brasil e não são apenas os espumantes, mais conhecidos. O vinho brasileiro só ainda é caro porque produzirmos pouco.

Sal e vinho: O sal é o maior inimigo do vinho tinto porque ele faz a bebida amargar, por isso é preciso cuidado na hora de harmonizar com a comida, se ela for muito salgada. Experimente botar sal e provar o vinho depois para ver a diferença.

Vinho verde: Os vinhos verdes se modificaram muito nos últimos anos. Os vinhos verdes de hoje são refrescantes, bons para uma comida leve. São altamente recomendados.

Vinho rosé: Ainda há um preconceito com o rosé aqui no Brasil. Em Portugal há bons rosés, e eles são indicados para pratos mais sofisticados. Eu particularmente acho que um bom champanhe rosé tem muito mais estrutura e finesse.

Vinho na geladeira: Quando você gela o vinho, os micro-organismos dele param de funcionar. Se for um vinho bem encorpado, pode ser até que ele melhore. Os tintos e brancos em geral se mantêm bem, mas o ideal é sempre guardar com a rolha.

Dica para inciantes no mundo do vinho: Procure boas aulas e fique próximo de bons profissionais. É importante estudar, mas querer compreender os vinhos só com livros é como querer matar a fome lendo cardápio. É preciso experimentar.

Por: Luiza Barros
Foto: Monica Imbuzeiro/Agência O Globo
Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/gastronomia/sommelier-tira-duvidas-comuns-sobre-vinhos-21321054

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