O delivery abriu um mundo de oportunidades para os restaurantes, mas também trouxe uma armadilha perigosa: vender muito e lucrar pouco (ou nada). O erro quase sempre está na precificação no delivery, que ignora as taxas dos aplicativos e os custos extras. Veja como acertar a conta neste guia do Cantinho do Empreendedor.
As taxas dos aplicativos pesam
Os aplicativos de entrega cobram comissões que costumam variar de 12% a 30% sobre cada pedido. Se você usa o mesmo preço do salão no app, essa comissão sai direto da sua margem. O resultado é vender no prejuízo sem perceber. O preço no delivery precisa considerar essa taxa.
Custos extras do delivery
Além da comissão, há a embalagem — muitas vezes esquecida no cálculo. Potes, sacolas, talheres descartáveis e adesivos custam dinheiro e devem entrar na conta de cada prato vendido por delivery. Some tudo antes de definir o preço.
Como formar o preço para o app
Parta do custo do prato (via ficha técnica), some o custo da embalagem, aplique sua margem desejada e, sobre esse valor, considere a comissão do app. Muitos restaurantes trabalham com um preço específico para delivery, mais alto que o do salão, justamente para preservar a margem. Isso é legítimo e necessário.
Estratégias para melhorar a margem
Crie combos e pratos exclusivos de delivery com boa margem, incentive o pedido direto (pelo seu WhatsApp ou site, sem comissão) com pequenos benefícios, e negocie condições com os aplicativos conforme seu volume cresce. Delivery bem precificado é lucro; mal precificado é ralo.



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