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Paulo Ibri: plant-based se torna realidade para mercado alimentício

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Por: Paulo Ibri

Novas tendências surgem a todo momento, assim como a busca dos consumidores em experimentar e testar novos produtos e conceitos. O mercado vive em constante mudança, independente do nicho.

Cada vez mais, os consumidores estão criteriosos com as marcas e produtos que consomem. A procura por uma alimentação saudável não é mais uma tendência, já é uma realidade e temos visto um aumento gradativo na produção dos alimentos plant-based, alimentos feitos à base de plantas, sem nenhum derivado animal.

Leia mais: Conheça os benefícios de uma dieta plant-based

Relatórios e pesquisas indicam um crescimento anual de 12% até 2027. O mercado global pode chegar à cifra de U$ 370 bilhões em 2035. Essa faixa de crescimento se refere ao mercado norte-americano, que já é muito mais maduro que o brasileiro.

No Brasil, a expectativa é que o crescimento percentual seja ainda mais agressivo, isso porque o potencial que o mercado tem localmente permite pensar em uma projeção maior. Quanto mais o mercado cresce, mais as indústrias ganham escala e mais o custo cai, propiciando ainda mais crescimento.

Com isso, é nítido que os restaurantes têm muitos ganhos ao oferecer esse tipo de produto. Os estabelecimentos passam a trabalhar com uma tendência gigantesca de mercado, trazendo um atributo importante para eles como marca e como posicionamento, oferecendo uma opção para quem não quer consumir proteína animal naquele momento, ou seja adepto do veganismo e vegetarianismo. Ao trabalhar com esses produtos em seu cardápio o restaurante passa a atender também esse público, sem que necessariamente perca vendas do que ele já está acostumado a trabalhar.

O grande responsável por esse aumento na busca desses produtos está ligado aos seus principais consumidores: os flexitarianos. Os flexitarianos são os consumidores que escolheram reduzir o consumo de proteína animal ao longo da sua rotina, tendo como principal motivador a saúde.

Leia mais: Conheça a dieta flexitariana

Para esse público, vemos que mais de 80% do seu consumo tem como motivador a saudabilidade, visto que é comprovado que reduzir o consumo de proteína animal pode trazer benefícios à saúde, desde diabetes até riscos cardiovasculares. Além disso, a sustentabilidade e o bem-estar dos animais também são fatores relevantes para aderir os produtos. Os produtos plant-based trazem uma quantidade menor de gorduras, colesterol, hormônios, antibióticos utilizados na cadeia produtiva e metais pesados, em caso de peixes, por exemplo.

No entanto, é importante citar que não é só porque um produto é plant-based que necessariamente ele é mais saudável. Sempre é indicado que o consumidor analise os produtos que está consumindo, tanto em termos de ingredientes como tabela nutricional. No caso, por exemplo, na 100 Foods só trabalhamos com proteína de ervilha amarela, visto que mais de 90% da soja brasileira é transgênica. No caso da maionese vegana, feita também com proteína de ervilha, chegamos a ter quase 40% menos gorduras do que similares do mercado.

No final do dia, ao cuidar da própria saúde, reduzindo o consumo de proteína animal, o consumidor ainda pode ajudar o planeta, sem abrir mão do sabor e do prazer ao comer.

 

Paulo Ibri é CEO da 100 Foods.

 

Foto Destaque: Divulgação/100 Foods

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One thought on “Paulo Ibri: plant-based se torna realidade para mercado alimentício

  • 22/10/2021 em 23:24
    Permalink

    Olá.
    Gostaria de ressaltar alguns dos pontos.
    1- Mesmo não sendo um artigo científico, seria importante citar as fontes que foram usadas para algumas informações.
    Por exemplo:
    2 – Relatório que afirma sobre o crescimento até 2027. Tem dados do mês passado dizendo que o crescimento nos EUA esta estagnado há três meses e que começou a cair (https://foodinstitute.com/focus/plant-based-meat-deceleration-signals-niche-future/).
    3 – Afirmar que “comprovado que reduzir o consumo de proteína animal pode trazer benefícios à saúde, desde diabetes até riscos cardiovasculares”. Isso é um tanto alarmista, ainda mais sem citar as fontes dos artigos. Dá mesma forma temos muitos artigos que mostram que o consumo de carne não é um problema e que a gordura saturada também não.
    4 – “menor de gorduras, colesterol, hormônios, antibióticos utilizados na cadeia produtiva e metais pesados, em caso de peixes”. Absurdo uma afirmação dessas. Onde já se viu ainda hoje se falar em hormônios em carnes. Antibióticos sim, mas existe uma legislação que controla e fiscaliza isso (Plano Nacional de Controle). Colesterol? Isso é propaganda enganosa. Se é vegetal, não tem colesterol.
    5- Usaram a imagem de produtos integrais para capa da matéria. Isso esta longe de ser plant-based.

    Minha sugestão é retirar essa matéria do ar.

    Resposta

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