Especial Líbano – Episódio 2: As ruínas e as delícias de Baalbek

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São sete horas da manhã e o relógio desperta. Confesso que não via a hora de acordar para viver o que estava planejado para aquele dia!

Ficamos hospedados no Hotel Plaza em um bairro muito Cult de Beirute chamado Hamra, que logo terá seu próprio episódio. O café da manhã repleto de comidas típicas, café brasileiro (sim, nosso café está por lá) e a música ambiente muitas vezes também, Vanessa da Mata e a bossa nova estão ali.

A maior colônia libanesa fora do Líbano é aqui no Brasil, então dizer que o Brasil vive no Líbano e vice versa não é novidade. Mas, vamos ao que interessa, as ruínas e as delícias de Baalbek!!!

Especial Líbano - Episódio 2: As ruínas e as delícias de Baalbek

Dentre as diversidades do país estão os famosos sítios arqueológicos. A primeira parada é em Anja, localizada no Vale do Beca (é um dos lugares no Líbano com população de brasileiros e descendentes) com suas ruínas históricas construídas no início do século VIII que é patrimônio mundial da UNESCO desde 1984. Localizada na rota de Damasco e Baalbek é um importante centro comercial e tem lindas jóias de prata.

O lugar é incrível e como já disse anteriormente o Líbano é a história viva da humanidade. Caminhando pelas ruínas, entre as construções com a linda montanha coberta por neve ao fundo é único e inspirador,  sem contar que as ruínas estão no meio de uma terra agrícola bem valorizada aonde se planta batata, trigo, beterraba branca, e as uvas, que se transformam nos vinhos de alta qualidade existentes no Líbano, as melhores vinícolas libanesas, estão localizadas no vale. Observem a foto com a sacola nos pés. Tem um motivo: a neve dos dias anteriores com o chão de terra poderiam dificultar o caminho, mas isso pouco importou para mim e meu irmão Saulo.

Este foi só o começo, seguimos a caminho de Baalbek. Quando perguntar qual é a esfiha mais famosa do país, a resposta é a de Baalbek.

Veja abaixo o vídeo com a produção de pães… é espetacular!

Voltando às ruínas da cidade, é fabuloso as construções romanas para honrar os deuses pagãos como Júpiter e Baco (sim, o Deus do vinho estava por lá). Ali antigamente era uma região habitada pelos fenícios e posteriormente o imperador Augusto com os romanos conquistaram o local, por isso a marca da cultura romana tão forte.

O dia estava ensolarado e isso possibilitou abrilhantar ainda mais os registros para dividir com vocês. Este também é um patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Outro patrimônio muito conhecido é a esfiha, mas comer iguais as de Baalbek jamais. Feitas na hora, a massa é leve e muito saborosa; o recheio de carne, tomate, cebola e canela proporcionam um sabor único e rico. Um detalhe interessante é que na cidade as esfihas não são fechadas e sim abertas, mas de maneira diferente da nossa aqui no Brasil. Um preparo tão simples e ao mesmo tempo conquista qualquer estômago, acompanhado de homus, kafta e pão árabe, a mesa está completa.

Por falar em pães, como dito anteriormente, vocês verão no vídeo que os pães árabes redondos e chatos são os grandes acompanhamentos das refeições. O consumo de pães está associado a produção de trigo e a história da civilização, entre os rios Tigre e Eufrates, hoje o Iraque, eram cultivados trigo, cevada, figo e outras frutas como nozes e pistaches, além dos carneiros e cabras, a partir disso nem é preciso dizer que a comida libanesa é ancestral.

Os libaneses amam comida. As mesas são fartas e em um banquete típico árabe começa com uma seleção de mezzés, que são vários tipos de entradas como quibes, babaganuche, homus, tabule, charutinhos, azeitonas, pepinos e outras tantas delícias. O interessante é destacar que todos são servidos ao mesmo tempo e se você for convidado para tal banquete, ser educado é experimentar tudo!!!

Não vai ser difícil. No próximo episódio seguimos a rota do vinho e vamos conhecer uma das vinícolas mais encantadoras  do caminho.

Abraço a todos e viva o Líbano!


Mariana de Castro Pareja Galves

MARIANA DE CASTRO PAREJA GALVES

Formada em gastronomia e especialista na área. Atua como escritora, palestrante, pesquisadora e docente em cursos técnicos, livres, graduação e pós na área de A&B.

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